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“Aurora” reflete sobre incertezas da vida

O espetáculo estreou em novembro, em São Paulo, e estará em cartaz no Festival de Curitiba nos dias 7 e 8 de abril, no Teatro Zé Maria, às 21h


Ao contar a história de um pequeno prédio na Rua Aurora, centro de São Paulo, e falar sobre as vidas de seus moradores, cujos encontros são marcados pelo mistério e pelas consequências de suas escolhas, a peça “Aurora” reflete sobre as incertezas da vida e os limites entre destino e livre arbítrio.

O espetáculo estreou em novembro, em São Paulo, e estará em cartaz no Festival de Curitiba nos dias 7 e 8 de abril, no Teatro Zé Maria, às 21h.

Espetáculo AURORA da cia Os Satyros, foto realizada na estreia dia 25/11/2021. Foto por Andre Stefano @fotosdeteatro / @andrestefano

A história se passa em um pequeno prédio de quatro andares, na Rua Aurora, com oito apartamentos, quase todos ocupados, com exceção de um deles, fechado há muito tempo e sobre o qual ronda uma aura de mistério. No térreo, onde no passado funcionou um famoso ateliê de roupas elegantes, hoje funciona um bar gay decadente, mas muito frequentado. É nesse cenário que se cruzam as histórias de Mãe (Gustavo Ferreira), Acácio (Henrique Mello), Saltério (Ivam Cabral), Bola (Julia Bobrow), Diega (Marcia Dailyn), Justyna (Nicole Puzzi) e Ordálio (Eduardo Chagas).

“A peça tem muita história, com começo, meio e fim. Trazemos questões contemporâneas que possam ilustrar o tempo em que vivemos”, afirma o dramaturgo Ivam Cabral. 

No palco, sete atores veteranos do grupo Os Satyros ficam em cena durante toda a peça. São eles: Ivam Cabral, Nicole Puzzi, Eduardo Chagas, Gustavo Ferreira, Henrique Mello, Julia Bobrow e Marcia Dailyn. Eles retratam personagens desajustados, cada um com uma singularidade, mostrada em um enredo que tem drogas, assassinato e roubos.

“É uma peça complexa em termos de execução, por causa das marcações e coreografia dos movimentos. Como resultado, temos uma peça ágil e que não dá muito tempo para o espectador pensar”, revela Cabral.  O espetáculo levanta discussões sobre incertezas da vida, destino e livre arbítrio. “Tudo já estava escrito e as pessoas vem cumprir um papel que já estava designado ou tem livre arbítrio para mudar?”, questiona o dramaturgo. “Quantas bondades a gente terá de fazer pra compensar uma ação ruim que tenhamos feito?”, completa o diretor Rodolfo García Vázquez.

Volta aos palcos

Os Satyros, que completou 32 anos de existência em 2021, comemorou os 20 anos de sua sede na Praça Roosevelt em dezembro de 2020, ainda de forma remota, o que tornou essa retomada mais especial, simbolizando a resistência de um dos mais clássicos palcos paulistanos.  No ano passado, a Cia. Os Satyros retomou as atividades presenciais em sua sede, o Espaço dos Satyros com a estreia de “Aurora”.

Foram 20 meses sem pisar no palco físico e desenvolvendo intensa produção digital, que rendeu 17 espetáculos, o festival multiartístico Satyrianas e o festival de cinema Satyricine Bijou, tudo online.

Agora, a companhia volta também aos palcos do Festival de Curitiba, mantendo uma tradição. A Cia.Os Satyros participou de diversas edições do evento. “Sempre se espera muito pela realização do Festival. Quando a edição de 2020 acabou suspensa [em razão da pandemia], foi muito triste. Era como se a partir daquele momento tivéssemos perdido um jogo. Então, é muito importante termos a retomada presencial do Festival de Curitiba”, afirma Cabral.

De acordo com o ator, o Festival de Curitiba é há muitos anos o maior evento cultural do país. “O Festival de Curitiba reinventou a arte não só em Curitiba. A partir de 1992, o evento coloca a cidade como berço da cultura teatral. Foi o primeiro grande festival de teatro, com reflexos em todo o país. Os festivais de teatro, antes do Festival de Curitiba, estavam ligados ao teatro amador. E o Festival de Curitiba surge como vitrine do teatro contemporâneo. O que acontecia em Curitiba seria sucesso no país todo”, observa.

A Mostra Lúcia Camargo é apresentada por EBANX, Paraná Banco, Governo do Estado do Paraná e New Holland, com patrocínio de Neodent, Vonder, SulAmérica e Novozymes.

Acompanhe todas as novidades e informações da Mostra Lúcia Camargo do Festival de Curitiba pelo site, pelas redes sociais disponíveis, no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_Curitiba

 

FICHA TÉCNICA:

 

Texto: Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez

Direção: Rodolfo García Vázquez

Assistência de Direção: Gustavo Ferreira 

Elenco / Personagem:

Ivam Cabral / Saltério

Nicole Puzzi / Justyna

Eduardo Chagas / Ordálio

Gustavo Ferreira / Mãe

Henrique Mello / Acácio

Julia Bobrow / Bola

Marcia Dailyn / Diega

Diego Ribeiro / Narrador da última cena

 

Design de Aparência: Adriana Vaz

Assistência de Design de Aparência: Leticia Gomide

Confecção de Maquete: Eduardo Chagas

Iluminação: Rodolfo García Vázquez e Flavio Duarte

Fotografias: Andre Stefano

Operação Luz: Flavio Duarte 

Operação Som: Diego Ribeiro

Produção Geral: Diego Ribeiro

Produção Executiva: Maiara Cicutt

Realização: Cia. de Teatro Os Satyros

Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany


Serviço:
O que: “Aurora” no 30.º Festival de Curitiba
Quando: 07 e  08 de abril às 21h
Onde: Teatro Zé Maria (R. Treze de Maio, 655 – São Francisco, Curitiba – PR,)
Valores:  R$ 80,00 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada) + taxa
Ingressos:  www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva do Shopping Mueller (piso L2), de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 14h às 20h.
Classificação: 14 anos.
Duração: 85’

 

Por Guilherme Bittar 

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