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Clima de comoção no início da programação do Festival de Curitiba

Os aplausos tomaram conta no Guairinha assim que a encenação da aguardada peça G.A.L.A terminou nessa terça-feira, dia 29. Não foram aplausos comuns. Eram palmas que vinham sendo contidas há dois anos e que ressoaram por quase três minutos.

G.A.L.A estreou no Festival. Foto: Lina Sumizono

Catarse estimulada não só pela carência de programação cultural em espaços físicos nos últimos anos, mas também porque a estreia nacional de G.A.L.A foi impactante.

Nas rodas de conversa ao fim do espetáculo – as quais a saudade também era grande – não se falava em outra coisa: o Gerald Thomas está de volta e com que sensibilidade e estado de espírito.

Peça com o tempero especial de um dos gênios do teatro, na qual não faltou coentro no feijão e salsinha no sapato. Simples sem deixar de ser sublime. Leia mais sobre a peça e ingressos. 

Teatro lotado para G.A.L.A

O público

A vendedora Cassiane Lemos Fausto, 47 anos, foi preparada. Já havia visto outras peças de Gerald e sabia que seria algo diferente. Não se arrependeu. “Estava louca para ver o Gerald Thomas. É um diretor que eu adoro. Tem uma pegada meio maluca, faz pensarmos e refletirmos sobre as coisas”.

Cassiane e Carla

A estudante de Teatro Rita Saplak, de 17 anos, não perderia por nada a oportunidade de ver um monólogo – quando o desafio para o ator é redobrado – e ainda mais sendo de Gerald Thomas. “É meu primeiro festival. Estou muito animada. Amo teatro e quero ver de perto como é no palco uma atriz dentro de um monólogo”.

A engenheira Tania Kugler já está com os dois ingressos para a mostra principal comprados. O primeiro escolhido foi G.A.L.A. “Eu li a sinopse e me interessei bastante. Esse é um dos meus critérios na hora de escolher por uma peça”.

 

Quem também estava lá era o diretor da Biblioteca Pública do Paraná, Luiz Felipe Leprevost. “Estou muito feliz com o retorno. O Festival voltou com tudo. A programação está maravilhosa e a curadoria é espetacular. Eu costumo dizer que o meu carnaval é o festival de teatro. Me divirto muito, gosto e a cidade pulsa de maneira diferente. É um grande ganho para a cidade e para o país”.

Leprevost prestigiou a estreia da programação cultural do festival

O funcionário público Flavio Gonçalves, 45, veio de Brasília para ficar uma semana em Curitiba, especialmente para o Festival. É a terceira edição que ele participa. A expectativa é alta. “Já estou com minha agenda feita. O desafio é conseguir acompanhar o maior número de peças possível”.

Flávio veio de Brasília

O administrador Jorge Emilio Kulik, 58, é um assíduo espectador do festival de Curitiba. “O teatro nos faz sonhar quando é preciso, chorar e se divertir, e esquecer um pouco da rotina. É diferente e essa oportunidade de ter um evento assim é fantástico, pois é o maior do país”.

A gestora comercial Lara Andrade foi acompanhada do filho João Pedro, 13 anos, e da amiga Isabele Leonardo, de 20 anos. “Foram dois anos sem acesso a esse tipo de lazer. Chegou o momento. Enfim, vamos conseguir desfrutar desse presente que é a arte e a cultura”.

Lara foi com o filho e uma amiga

Há anos, Carla Carvalho, de 55 anos, acompanha o festival. A edição de 30 anos é especial, de acordo com ela. “Fez muita falta. Agora podemos voltar a prestigiar os artistas e ver tudo o que tem de bom”.

 

Por Guilherme Bittar 

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