“Mulher de Juan” aborda a invisibilidade das mulheres

Publicado 05/04/2018

“Mulher de Juan” é um monólogo fruto de um projeto totalmente independente da atriz e professora Maria De Maria no desejo de criar uma obra forte em diálogo com outros campos da arte. A dramaturgia contemporânea é da boliviana Cláudia Eid Asbun, aborda o tema da invisibilidade das mulheres diante da opressão e das circunstâncias de poder. A cenografia é um canteiro de obra com materiais de construção. A textura árida do concreto é diluída pela sonoridade de um violoncelo. É o próprio Juan com quem a personagem contracena seu conflito amoroso. Enquanto fala a respeito da sua motivação com um crítico, envolve o público em seus medos, anseios, conflitos, sua inspiração, seu imensurável amor. Uma mulher na busca pela liberdade. É a opressão explodida em obra de arte.

A atriz tem 18 anos de trajetória, já atuou em mais de 25 espetáculos de diversos gêneros, tendo recebido 4 prêmios de melhor atriz e melhor atriz coadjuvante e 8 indicações em sua carreira. Foi professora por 4 anos no Curso de Teatro da UFU (2008–2010 e 2014–2016) e constantemente ministra cursos e oficinas teatrais. Esteve como produtora na organização de Festivais de Teatro importantes para a cidade e na gestão de projetos e eventos culturais. Como pesquisadora investiga as possibilidades estéticas aliadas a processos pedagógicos e o seu papel do artista-docente. Atualmente segue em carreira solo com a montagem Mulher de Juan e participa pela primeira vez do Fringe no Festival de Curitiba.

A direção é de Adriana Capparelli, atriz, cantora e compositora com carreira na cidade de São Paulo,  ligada aos mais diversos gêneros  do cabaré ao épico: atuou no Teatro Oficina por 10 anos em Os Sertões, Cacilda!! e Banquete e ainda em Master Class (Marília Pêra), Ópera do Malandro e Gota D’água (Gabriel Villela), Pessoas Perfeitas (Satyros), entre outros.

Sexta sábado e domingo, às 19h, no Teatro José Maria Santos. R$ 20.

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