Garalhufa Escola de Atuação e Síncope Casa de Cultura oferecem espetáculos, oficinas e bate-papos nas modalidades gratuita ou “pague quanto vale”

Por Nicole Heinzen, especial para o Festival de Curitiba

Mariana Venâncio, Júlia Dassi e Vick Napoli. Foto: Annelize Tozetto.

Além de trazer peças de todo o Brasil, o 33° Festival de Curitiba proporciona várias programações que ensinam a fazer teatro – desde a atuação até a montagem de um espetáculo – em locais que também oferecem mostras e recebem peças. As ações formativas chamaram a atenção do público, que encheu as salas do Garalhufa Escola de Atuação e da Síncope Casa de Cultura para acompanhar de perto oficinas, bate-papos e até shows.

Os espaços valorizam atrações locais e abrem as portas para programações de fora. De acordo com Júlia Dassi, fundadora e diretora do Síncope junto com Vick Napoli, as atrações foram pensadas também para os artistas e alunos da casa. “Esse é um ponto interessante, porque ao mesmo tempo que o Garalhufa focou em oficinas de fora, nós da Síncope procuramos trazer os nossos artistas, fomentando as práticas deles e ensinando novos profissionais”, destacou Júlia em coletiva na Sala de Imprensa Ney Latorraca, no hotel Mabu.

A programação também é composta por atrações que vem de outras regiões do Paraná, discutindo as diferenças entre fazer teatro no interior e na capital. Mariana Venâncio, fundadora da Garalhufa, conta que o projeto surgiu de forma online, quando ainda morava em Maringá. Depois de um tempo itinerante, a Garalhufa se fixou em Curitiba. “Domingo teremos um bate-papo que eu vou participar, conversando sobre as diferenças que colidem quando a gente vem fazer teatro na capital. A nossa programação está nesse formato”, explicou.

A Garalhufa recebe programações até o próximo domingo (6), com algumas atrações gratuitas, como “Bate-papo sobre Teatro na Capital vs no Interior”, e na modalidade “pague quanto vale”, com inscrições no formulário no Instagram do espaço (@garalhufa). O local ainda recebe os espetáculos “Quase Tudo Sobre Amor” e “Make Morte Pop Again – Uma Sátira Distópica”, com a compra de ingressos no site do Festival. Já o Síncope apresenta as oficinas “Laboratório Bife Seco: Cenário, Figurino e Narrativas Visuais”, na sexta-feira (4), às 14h, e “Laboratório de Expressão Corporal Através do Método Corpo Emocional – Como Gerar, Sustentar e Limpar as Emoções Durante a Atuação”, no sábado, às 9h, ambos com entradas pagas e que podem ser adquiridas no site do Festival de Curitiba.

Os espaços são independentes e, fora do período do Festival, disponibilizam aulas de dança e teatro, fomentando a cultura curitibana e desenvolvendo novos talentos, mesmo com pouca contribuição e estímulo público. “Hoje em dia a gente, sem incentivo nenhum, tem mais de 200 pessoas frequentando o espaço semanalmente. Imagina com uma força?”, questiona Mariana. “Estamos em um país onde temos muitas lei de incentivo. Mas ainda assim a gente faz muito teatro independente. Acho que os dois espaços têm isso muito fortes também”, finaliza Júlia.

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